quinta-feira, 30 de julho de 2009

pensando***

Hoje estou me sentindo tão terrivelmente sozinha que resolvi escrever...

Registrar minha tristeza, não é tão bom assim. Tendo eu a consciência de que tem gente que adoraria me ver assim.

Eu tenho culpa de ser boba. Tenho culpa de me deixar enganar.

Somente eu, sou responsável pelas coisas que me acontecem.

E principalmente das coisas que não acontecem.

Tenho culpa de estar sozinha.

Abusei da minha sorte, perdi o tempo que não tinha...

E hoje em dia quem é que tem tempo de alguma coisa?

E mesmo assim eu desperdicei.

Esperei por quem não vinha.

Insisti no que não dava mais certo.

Eu perdi o ônibus, só porque estava lotado...

E quem esperou por mim?

Quem estendeu a mão para me puxar?

Todos seguiram com suas vidas.

A amiga casou, a Irma se formou, o amigo virou gay,

e o príncipe virou sapo; casou-se com a sapa e foi viver no brejo...

E eu?

Continuo imovel... no mesmo lugar, do mesmo jeito, intacta; exceto pela aparência já não tão jovem... Marcada pelo tempo que nem vi passar...

Poxa, o que eu fiz da minha vida?

...katia cylene...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Largue esta banana

Uma antiga tribo africana utiliza um método bastante curioso para capturar os espertos macacos que vivem nos galhos mais altos das árvores.
O sistema é o seguinte:
Os nativos pegam um recipiente de boca estreita, colocam uma banana dentro, amarram-no ao tronco de uma árvore e afastam-se.
Quando eles saem, um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana.
Enfia sua mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue tirar a banana; sua mão sai e ele pode ir embora livremente, caso contrário continua preso na armadilha.
Após algum tempo, os nativos voltam e capturam sem dificuldade os macacos teimosos que se recusaram a largar as bananas.
O final é trágico, pois eles são caçados para serem comidos. Você deve achar absurdo o grau de estupidez destes macacos, afinal basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais, não é?
O problema deve estar no valor exagerado que o macaco atribui à sua conquista.
A banana já está ali, na sua mão.
Parece ser uma insanidade largá-la e ir embora.
Achei esta história engraçada porque muitas vezes fazemos exatamente como estes macacos.
Ou você não conhece ninguém que está insatisfeito com o emprego, mas permanece lá, mesmo sabendo que está cultivando um infarto?
Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que insistem em ficar sofrendo?
Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver?
Somos ou não como os macacos?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana que, apesar de estar em nossa mão, pode levar-nos direto à panela.
(Texto de Roberto Lopes -

extraído de O Livro da Bruxa)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Carta para um amor perdido

O que fazer quando se quer falar e não tem ninguém para ouvir?
Quando os amigos estão ocupados demais para te escutar?
É mais uma vez, vou escrever, procuro lápis e papel
Escrever outra carta, que não vou te enviar.
Agora!
Restou o vazio!
Essa saudade, essa vontade de ter, o que eu não posso ter.
Que loucura!
Esse sofrimento, que se prolonga a cada toque do telefone,
Solidão que não passa.
Fendas que nada pode preencher,
Vazio, que nada pode ocupar,
Quanta dor, até me confundo.
Agora sei que o amor e a dor andam juntos.
Lágrimas brotam do coração, e molham o meu rosto
Cada vez que sua lembrança vem em mim.
Lágrimas que você não vê!
Sofrimento que você não viu.
E agora me sinto tão abandonada, tão só.
E você onde está?
Certamente estás nos braços de outro alguém.
Alguém que não sei se será capaz de te amar como eu.
Quanta saudade!
Saudade de um sonho não sonhado, de um amor que existiu e não foi realizado,
Queria tanto ouvir sua voz novamente.
Sua voz dizendo "fica comigo".
Mas essas palavras são minhas.
Na verdade eu estou aqui.
Implorando por ti...
Por um pouquinho de você.
Não sei se realizarei os meus desejos de te ter outra vez.
É, pelo menos em meus sonhos eu tenho você.
Pensei em algumas coisas, para te dizer:
Por isso amor, vou me resumir:
Eu nunca vou te esquecer, por que te amei, e ainda amo você.


(bem parecido com oq estou sentindo


exatamente neste momento) katia cylene ;)

sábado, 6 de junho de 2009

O Verdadeiro Amor é Forte Como a Morte


Uma das mais doloridas histórias que já li, também foi uma das piores, pois foi contada pela alma de um ser aprisionado a uma incurável forma de amor. É a história de uma dor maior que a própria dor. Ela amava loucamente um homem.
Dera-se completamente a ele: corpo alma e espírito, além do que a palavra "entrega" pudesse exprimir. Amava-o a tal ponto "o amor caiu doente" - como diz o poeta. O homem também a amava e a desejava loucamente.
Ambos eram casados, mas não tinham filhos de seus casamentos. Os sentimentos de amor proibido e pecado eram indescritíveis. O homem desse amor acabou não suportando as pressões que se levantavam contra seu amor proibido, dentro e fora de seu ser. Então, a deixou. Largou tudo e foi-se rasgado, infeliz e amargurado. Fez de tudo para não morrer. Tentou distrair-se, mas traía-se em cada distração.
Ela rolou e resolveu-se sobre aquele amor maior que o mar e mais profundo que o abismo.
Não suportava a ausência do seu homem. Ela sabia que ele era de fato um homem.
Coisa rara entre os machos! Ele, até onde soube, sofria de agonias e náuseas. Sua alma vivia de batalha para conseguir existir. As guerras nunca cessavam em seu ser. Não havia re­médio também para sua dor. Um dia ela ficou sabendo que ele mudara-se para uma terra muito mais distante ainda e que de lá, provavelmente, jamais voltaria. Exilara-se de tanta dor onde ninguém pudesse falar com ele. Ela sofreu por antecipação todos os dias de saudades do passado, do presente e do futuro, sem saber que isso não existe. Basta a cada dia a sua própria saudade. Assim, ela morreu antes da morte chegar.
Sua beleza feminina, todavia, nunca murchava. Tornara-se ainda mais bela. A dor lhe emprestara, estranhamente, ainda mais formosura. Por isso, os homens a assediavam e os amigos e amigas sugeriam-lhe o caminho da porta mais larga: um outro amor!
Surgiu um médico em sua vida: belo, inteligente, agradável. Todos os que viam a beleza da mulher não ser usufruída, ale­graram-se com a chegada do doutor. Era como se ele pudesse usufruí-la por eles. Essas coisas acontecem. Por isso é que pouca gente sofre quando a mulher feia fica só.
As belas, no entanto, são assediadas até pelas amigas.
Ela tentou enganar-se quanto ao peso e a força do amor que nela havia.
Imaginava como todo mundo, que uma outra pessoa seria o "resgatador" de sua alma.
Afinal ela olhava-se no espelho e via-se linda! Assim, ela mesma dizia todos os dias aos reflexos de beleza que do espelho a seduziam a seus próprios olhos, que era um desperdício amar tão loucamente que não voltaria nunca mais, pelo menos era essa história que o horizonte do mundo real contava! Depois de um tempo decidiu-se entregar ao doutor. Sofreu aquela dor horrível de despir-se sem jamais tirar a roupa.

Amar sem Amor

Cometeu esse crime contra sua alma, contra seu amor.
E assim, tentou amar sem amor, enganava-se como podia.
Deu-se, mas jamais conseguiu entregar-se. Recebeu ca­rinhos que lhe causavam repugnância e buscou prazeres que lhe chegavam com o triste sabor de desgosto.
O problema é que todos em volta estavam felizes com a chegada do doutor.
Suas amigas o achavam maravilhoso. Ele era um cara legal, aberto, culto, rico e engraçado.
Sua gentileza encantava as mulheres e não provocava os homens.
Ele era ideal para todo mundo, mas não para ela!
A cada gesto dele, ela via o outro. A cada beijo, ela sentia o gosto do outro.
A cada tentativa de fazer amor, ela se contorcia de agonia: sua alma não atendia aos apelos unânimes que vinham de fora! Amar sem amor é mais difícil do que se enterrar vivo!
O fato é que se casaram assim mesmo! Dois anos depois que ela estava de miséria absoluta. Agora nem mais a bela estética ela via nele.
O doutor se transmudara num gari cheirando a lixo em sua alma.
Para o médico sobrara um lixo de um coração de mulher que não se deixou vencer pela média e nem se fez cidadã da co­munidade dos que pensando que um dia amaram, apenas trocam de amor como quem muda de meia. O coração da mulher era vítima de um amor que nunca morreu, nem morreria e que se "rendera" apenas porque importava agradar a todos, e era es­sencial buscar a normalidade. Cinco anos depois ela sentia dores maiores que as saudades que um dia matavam pela ausência do seu amor que partira para uma terra distante.
A combinação da saudade do outro com a presença do doutor, que dela demandava amor e sinceridade, haviam se tor­nado piores que qualquer inferno de antes.
E agora? Casara-se com um "ideal" e vivera para atender a demandas de "normalidades" que obrigavam a casar sem paixão, a amar sem amor, e a esquecer aquele que nela vivia.
O conselho do livro de Cantares é para que não se tente acordar o amor "até que este o queira".
Isto porque, uma vez acordado, o amor torna-se "mais forte que a morte e as muitas águas não pode afogá-lo".
Nesse caso, uma horrível saudade dói menos que a melhor companhia.
O doutor e ela que o digam. Seu coração também não encontrará descanso em nenhum braço que não seja o do amor de Deus.
Para a mulher foi a morte ter que dar-se a quem não queria.
A medida que vivo, aprendo coisas simples.
Histórias como estas me ensinam muito.
Entre essas coisas que essa tragédia me ensinou, há uma em especial:
A alma nem sempre ama assim, mas quando assim ama, nem a morte curará dessa doença. O que lhe resta é descansar no amor de Deus, e não nos homens, e, aqui falo de homens e mulheres, pois em nenhuma outra substituição haveria paz ou conforto.
Eu disse muitas coisas mais a essa mulher tão diferente de suas amigas e amigos. Mas entre tantas lhe falei também que era melhor que ela se desobrigasse dessa normalidade de amar sem amor, do que se estuprar todos os dias a fim de agradar a seus "amigos normais".
Gente como essa mulher não cai de árvores!
São frutos raros e são proibidos!
Quem comê-los, sofrerá a morte!
E quem em sendo como ela e em sendo assim deixar-se levar pelos apelos da normalidade, sofrerá. Ninguém pode servir a dois amores!
No caso de homens amarem assim, pode-se ter certeza: é porque foram irremediavelmente atingidos pelo amor, do con­trário, não suportariam entregar-se tanto. Homens são fracos nesse tipo de amor.
Ora, esse tipo de paixão que perpassa os anos e que não envelhece, é rara. Mas quando acontece, nem a distância con­segue encontrar rugas nele. É mais forte que a morte. Nenhum homem pode "separar" tais seres. Muito menos a distância ou a calamidade. Mesmo que nunca mais se vejam, jamais deixarão de se encontrar nos aposentos do coração todas as horas do dia e da noite. Visitar-se-ão em sonhos e terão pesadelos acordados e também de olhos abertos.
Quando é assim, o melhor a fazer é buscar paz e satisfa­ção no privilégio de ter conhecido o amor. O próximo passo é mergulhar de cabeça no consolo da presença de Deus. A tentativa de substituí-lo por conta própria é pior que um câncer para a alma.


*(extraido do livro "o divorcio começa no namoro)