quarta-feira, 6 de abril de 2011

UM DIA NA VIDA DE UM DDA

Acordei tarde, o despertador não despertou.

Não tomo café da manha, corro para o carro e volto em seguida pois esqueci a chave do carro debaixo da almofada.

Já atrasada, derrubo minha maleta e os papeis caem.

No caminho me encontro com alguns conhecidos, nos quais eu geralmente não comprimento pois nunca os vejo. Não porque eu seja cega, mais porque eu não presto atenção. Sei disso porque sempre tenho que dar desculpas esfarrapadas quando me surpreendem dizendo: te vi, falei com você e você nem respondeu. Eu digo que preciso trocar de óculos. P.s.: eu não uso óculos!

No trabalho a mesma coisa de sempre, o dia passa rápido logo chega a tarde.

Penso em muitas coisas...

Faço mentalmente a lista de compras para o mês seguinte, penso umas três vezes em como será a festa de aniversario do meu filho, que já é na semana que vem.

Quando meu chefe entra na minha sala, precisa me chamar pelo nome umas 5vezes, isso deixa ele irritado... Ele me fala algo importante e sai. E eu juro! Não faço a mínima idéia do que ele me mandou fazer. Eu tava me lembrando do sapato que minha Irma pegou emprestado sem me pedir, que certamente não me devolverá e eu terei de ligar pedindo de volta o que vai gerar uma raiva por ambas as partes... mais enfim, o que meu chefe me disse mesmo? Droga! eu daria tudo para saber o que foi que ele me mandou fazer.

Bom, terei de ir na sala dele perguntar, mais uma vez, ele vai ficar puto e vai me dizer um monte de coisas desagradáveis que provavelmente eu nem vou ouvir porque vou estar pensando no sushi do pão de açúcar que não como a meses.

A tarde passou rápida de mais eu quase não percebi.

Estou no transito novamente, não entendo porque as pessoas não gostam de andar no meu carro, ele é tão confortável, sempre que ofereço carona as pessoas parecem fugir.

Putz! Quase bato numa “L200” observando um pombo andando na fiação elétrica da rua, nossa, como ele faz isso sem cair, anda bem direitinho...

Uffa que bom que aquele cachorro latiu, ele parecia estar me avisando que a ”L200” estava na minha frente, aquela “L200” acabaria com a lataria do meu pequeno “Gol”.

Logo chego em casa, meu filho corre feliz e me chama para brincar.

Entre a brincadeira, faço a janta e lavo algumas roupas...

Penso: será que Valentim chegara cedo hoje? Ontem ele pegou o maior engarrafamento.

-mamãe concerta a cabeça do batmam, ela caiu!

Penso: amanha vou comprar tomates, quero fazer lasanha...

Poxa a minha Irma bem que poderia ter me pedido o sapato, assim eu poderia dizer que não emprestava. Amanha quando o papai vinher jantar aqui em casa vou pedir para ele concertar o interruptor do banheiro a luz fica so piscando. Acho que é o interruptor... sei la.

-Mamãe esta me ouvindo?

-Estou querido, pode falar.

Penso: Uma buzina!

Acho que é Valentim.

Não, não é ele não, é só aquele vizinho chato.

Aquele que fica me observando quando eu levo o cachorro para brincar na calçada.

O homem tem uma mulher tão linda. Com aqueles olhos azuis dela.

Os olhos do meu avô eram azuis, não sei porque não nasci com olhos azuis.

-mamãe estou sentindo cheiro de fumaça...

Penso: aquela vizinha já ta fazendo churrasco, pior que os churrascos dela são todos queimados. Uma vez eu comi um churrasco meio queimado e tava uma droga.

Amanha eu tenho que comprar carne, não tem mais nada na geladeira.

O cheiro de fumaça ta forte mesmo...

-Mamãe, acho que alguma coisa esta queimando...

Putz!!

A janta queimou!

De novo nãoooooo



Kátia Cylene

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