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sexta-feira, 8 de abril de 2011

ESTAÇÃO DAS PERDAS


Há horas em nossas vidas que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio... Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: as perdas do ser humano.Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos. Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói... E continuamos a perder.. E seguimos a ganhar. Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por que? Perguntamos a todos e de tudo... Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás... Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer, renascer(?)... Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim: se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso. Receamos dar risadas da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da avó com a maior naturalidade do mundo e, ainda, falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos... E vamos adolescendo.. Ganhamos peso, ganhamos seios, ganhamos pêlos, ganhamos altura.... Ganhamos o mundo. Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos... Ah! E os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo. Aí de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo... Todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas, não é justamente essa a condição que nos coloca acima(?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?(???)E continuamos amadurecendo... Ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer... Mas, perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos aquele beijo estalado... Mas, apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade... E assim, vamos ganhando tempo... Enquanto envelhecemos.De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso... E perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir... Perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo... Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer? Exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte. Mas, que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando. Que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede...Que a gente cresça e não envelheça simplesmente... Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie... Que tenhamos rugas e boas lembranças... Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia... Que sejamos racionais. Mas, lutemos por nossos sonhos... E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo. Mas, ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados. Afinal, o que é o tempo?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O mundo da muitas voltas


A igreja estava arrumada,
O padre estava em seu lugar...
O bolo carinhosamente posto em um lugar de destaque.
A noiva a caminho.
E o noivo...
Bem, o noivo estava pensando...
Pesou que estava fazendo uma loucura.
Que não a amava como deveria, e que talvez estivesse não só arruinando sua vida como a dela também.
Pesou nas inúmeras vezes que a traiu, e de como foi bom e de como não se arrepende de nenhuma, nem mesmo da menina que mal trocou 2 ou 3 palavras se quer antes de tê-la em sua cama, para depois disso despedir-se com um tchau e nunca mais.
Lembrou de seus amigos, todos curtindo a liberdade, a alegria de serem solteiros e jovens.
Ele tremia suas mãos não paravam nem por um segundo.
Afrouxou a gravata, estava nítida a sua agonia.
De repente, toda aquela agitação...
A noiva!
A noiva havia chegado!
Pronto!
Era agora ou nunca.
Dizer não seria ainda mais ridículo que dizer que precisava de ar puro e sair antes que a noiva chegasse ate ao altar.
Criou coragem e fez o que de mais riduclo ele poderia ter feito, saiu correndo...
Fugiu!
Fugiu do amor.
Fugiu da infância.
Fugiu do futuro tranqüilo que teria ao lado de uma mulher dedicada, que lhe daria f3 ou 4 filhos e o esperaria na porta todos os dias e lhe tirraria os sapatos quando chegasse cansado do trabalho.
Fugia de um amor que talvez acabasse com o tempo, com a rotina...
Fugiu da menina que ele nem amava tanto e que havia traído centenas de vezes, mais que teria sido o amor de sua vida.
Ele pensou em tudo isso enquanto corria desesperado como uma “noiva em fuga”.
Ela chorou inconsoladamente por 2 semanas, não comeu, nem bebeu por quase um mês,
Perdeu 8 kg, já havia perdido amigas por ele e isso havia começado a doer. Não tinha ninguém que a chamasse para sair daquele cativeiro que criou em seu quarto.
Tinha vergonha da família, dos vizinhos, e do espelho.
Ele entrou para a aeronáutica.
Ela saiu do emprego, deixou de tingir os cabelos, e fez uma pequena viajem para o interior.
Ele viajou o mundo, conheceu muita gente, namorou umas 10 meninas em uma só semana. Curtiu a tão sonhada liberdade. Tinha valido muito a pena ter fugido do grande abismo no qual quase caiu.
Ela começou a sorrir novamente, fez alguns amigos voltou para a faculdade e encontrou um novo emprego, um melhor. De vez em quando se lembrava daquela dor, chorava, mais conseguia parar, enxugar e pensar em outras coisas.
Ele já havia namorado um pouco mais de 100, noivou com 2 e não casou com nenhuma.
Os amigos estavam todos com suas famílias, seus 2 ou 3 filhos e já não participavam mais das festinhas.
Ela namorou 2 carinhas mais não se apegou a nenhum. Fez inúmeros amigos e amigas, era conhecida na faculdade, desejada e tornou-se gerente da empresa na qual trabalhava.
Ele fez novos amigos, que também se casaram no momento oportuno para eles.
Sua vida começou a ficar monótona, sempre voando, sempre cumprindo ordens, sempre naquele mesmo roteiro de vagens, festas e farras.
Ela começou a namorar um rapaz pouco atraente, de poucas posses mais de muita inteligência. Ninguém dava mais de 2 meses por este namoro. Ela não parecia empolgada tampouco apaixonada. O tempo foi passando e quando ela viu já estava amando aquele rapaz tão sem brilho.
Ele estava completamente perdido, sem amigos, bebia todos os dias para esconder sua solidão.
Ela resolveu não casar na igreja mesmo o noivo fazendo questão, preferiu casar apenas no cartório, casou e a família cobrou o casamento na igreja, ate porque ela estava devendo isso a família, aos conhecidos, e ao mundo.
Ele cada vez mais infeliz, sentiu saudades de casa, da família, da menina que ele havia abandonado no altar.
Ela estava feliz, engravidou, tiveram gêmeos e todos os anos refaz os juramentos do casamento diante do pastor na igreja com toda a família e amigos.
Ele decidiu voltar. Encontrou sua mãe morta, seu pai com mal de alzheimer e sua casa para vender. Chorou se arrependeu de tudo que havia feito, sentiu falta de tudo que poderia ter tido.
Resolveu procurar por ela!
ela não queria, mais seu marido, movido por uma incompreensiva compaixão a pediu para que ouvisse aquele homem.
Ele pediu perdão, sabia que não havia volta, mais precisava de perdão.
Ela disse que já havia o perdoado e que ele seguisse sua via em paz.
Ele partiu, rumo ao que ele havia escolhido a 20 anos atrás, onde tudo era perfeito, e ele tinha todo o tempo do mundo para desfrutar. O nada que ele havia construído o dinheiro que ele nem tinha porque gastava tudo com bebida e mulheres. Conclui que não tinha nada e que havia um grande trabalho pela frente precisava plantar coisas boas para poder colher mais tarde, e tinha a consciência que não era coisa fácil.
Ela estava feliz, com um homem bom e bem sucedido, um homem que poderia ser ele se ele não tivesse fugido de seu destino. Ela compreendeu que era feliz e que poderia ser feliz de qualquer outra forma pois sempre foi o que ela havia plantado por todos esses anos.


Kátia Cylene

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AGONIA


Já não sei mais o que sinto!
Às vezes choro.
Às vezes riu.
Nunca sei se estou feliz ou triste...
Às vezes eu tenho que sorrir e a única coisa que sai é um soluço de um choro preso, que escapa por uma distração...
Às vezes eu tenho que chorar, mas o sorriso sai com um tom cínico, sem hora certa...
Contradição de quem não sabe onde está, quem é, nem por que...
Eu perdi minha personalidade há alguns anos atrás.
Eu dei a felicidade por preço de resgate por um amor bandido...
Não valeu a pena.
Arrependida fiquei.
Tarde demais!
Escute o meu grito de agonia...

kátia cylene :_(

segunda-feira, 5 de abril de 2010

meu amor!



É primavera nos corações. Os passarinhos estão todos nos seus ninhos, as flores estão desabrochando.

Eu... Continuo aqui, com essa dor que não passa. Presa a um passado que insiste em não voltar.

Penso: o que será de mim? Eu não sei viver sem esse amor. Como irei a praia sem lembrar de seu rosto? Como atenderei a porta se não é mais você quem bate? Como vou curar essa dor? Como vou viver sem teu sorriso, sem tua voz, sem teu olhar? Como vou andar ns ruas se não esta mais segurando a minha mão?

Meu mundo não existe sem você, minha vida não é nada sem você... sem teu toque, sem teu cuidado. Como eu vou dormir se não tem mais você para me acordar com aquele telefonema?

O meu coração esta dilacerado... É uma ferida aberta, ferida que não sara...

Todos que conhecem a minha dor choram comigo...

Como é me diz? Como faz pra esquecer? Como foi que você fez?

Nada que alguém possa fazer por mim me interessa, a única coisa que me interessa é passar o resto dos meus dias ao teu lado... Te Amando, te olhando e contemplando a tua beleza...

Me diz como foi que você matou o amor? Você sufocou? Afogou? Atirou?

Me ensina! Não me deixa amar sozinha. A solidão é uma dor que consome a alma...


カチア シレネ

Kátia cylene

sábado, 6 de junho de 2009

O Verdadeiro Amor é Forte Como a Morte


Uma das mais doloridas histórias que já li, também foi uma das piores, pois foi contada pela alma de um ser aprisionado a uma incurável forma de amor. É a história de uma dor maior que a própria dor. Ela amava loucamente um homem.
Dera-se completamente a ele: corpo alma e espírito, além do que a palavra "entrega" pudesse exprimir. Amava-o a tal ponto "o amor caiu doente" - como diz o poeta. O homem também a amava e a desejava loucamente.
Ambos eram casados, mas não tinham filhos de seus casamentos. Os sentimentos de amor proibido e pecado eram indescritíveis. O homem desse amor acabou não suportando as pressões que se levantavam contra seu amor proibido, dentro e fora de seu ser. Então, a deixou. Largou tudo e foi-se rasgado, infeliz e amargurado. Fez de tudo para não morrer. Tentou distrair-se, mas traía-se em cada distração.
Ela rolou e resolveu-se sobre aquele amor maior que o mar e mais profundo que o abismo.
Não suportava a ausência do seu homem. Ela sabia que ele era de fato um homem.
Coisa rara entre os machos! Ele, até onde soube, sofria de agonias e náuseas. Sua alma vivia de batalha para conseguir existir. As guerras nunca cessavam em seu ser. Não havia re­médio também para sua dor. Um dia ela ficou sabendo que ele mudara-se para uma terra muito mais distante ainda e que de lá, provavelmente, jamais voltaria. Exilara-se de tanta dor onde ninguém pudesse falar com ele. Ela sofreu por antecipação todos os dias de saudades do passado, do presente e do futuro, sem saber que isso não existe. Basta a cada dia a sua própria saudade. Assim, ela morreu antes da morte chegar.
Sua beleza feminina, todavia, nunca murchava. Tornara-se ainda mais bela. A dor lhe emprestara, estranhamente, ainda mais formosura. Por isso, os homens a assediavam e os amigos e amigas sugeriam-lhe o caminho da porta mais larga: um outro amor!
Surgiu um médico em sua vida: belo, inteligente, agradável. Todos os que viam a beleza da mulher não ser usufruída, ale­graram-se com a chegada do doutor. Era como se ele pudesse usufruí-la por eles. Essas coisas acontecem. Por isso é que pouca gente sofre quando a mulher feia fica só.
As belas, no entanto, são assediadas até pelas amigas.
Ela tentou enganar-se quanto ao peso e a força do amor que nela havia.
Imaginava como todo mundo, que uma outra pessoa seria o "resgatador" de sua alma.
Afinal ela olhava-se no espelho e via-se linda! Assim, ela mesma dizia todos os dias aos reflexos de beleza que do espelho a seduziam a seus próprios olhos, que era um desperdício amar tão loucamente que não voltaria nunca mais, pelo menos era essa história que o horizonte do mundo real contava! Depois de um tempo decidiu-se entregar ao doutor. Sofreu aquela dor horrível de despir-se sem jamais tirar a roupa.

Amar sem Amor

Cometeu esse crime contra sua alma, contra seu amor.
E assim, tentou amar sem amor, enganava-se como podia.
Deu-se, mas jamais conseguiu entregar-se. Recebeu ca­rinhos que lhe causavam repugnância e buscou prazeres que lhe chegavam com o triste sabor de desgosto.
O problema é que todos em volta estavam felizes com a chegada do doutor.
Suas amigas o achavam maravilhoso. Ele era um cara legal, aberto, culto, rico e engraçado.
Sua gentileza encantava as mulheres e não provocava os homens.
Ele era ideal para todo mundo, mas não para ela!
A cada gesto dele, ela via o outro. A cada beijo, ela sentia o gosto do outro.
A cada tentativa de fazer amor, ela se contorcia de agonia: sua alma não atendia aos apelos unânimes que vinham de fora! Amar sem amor é mais difícil do que se enterrar vivo!
O fato é que se casaram assim mesmo! Dois anos depois que ela estava de miséria absoluta. Agora nem mais a bela estética ela via nele.
O doutor se transmudara num gari cheirando a lixo em sua alma.
Para o médico sobrara um lixo de um coração de mulher que não se deixou vencer pela média e nem se fez cidadã da co­munidade dos que pensando que um dia amaram, apenas trocam de amor como quem muda de meia. O coração da mulher era vítima de um amor que nunca morreu, nem morreria e que se "rendera" apenas porque importava agradar a todos, e era es­sencial buscar a normalidade. Cinco anos depois ela sentia dores maiores que as saudades que um dia matavam pela ausência do seu amor que partira para uma terra distante.
A combinação da saudade do outro com a presença do doutor, que dela demandava amor e sinceridade, haviam se tor­nado piores que qualquer inferno de antes.
E agora? Casara-se com um "ideal" e vivera para atender a demandas de "normalidades" que obrigavam a casar sem paixão, a amar sem amor, e a esquecer aquele que nela vivia.
O conselho do livro de Cantares é para que não se tente acordar o amor "até que este o queira".
Isto porque, uma vez acordado, o amor torna-se "mais forte que a morte e as muitas águas não pode afogá-lo".
Nesse caso, uma horrível saudade dói menos que a melhor companhia.
O doutor e ela que o digam. Seu coração também não encontrará descanso em nenhum braço que não seja o do amor de Deus.
Para a mulher foi a morte ter que dar-se a quem não queria.
A medida que vivo, aprendo coisas simples.
Histórias como estas me ensinam muito.
Entre essas coisas que essa tragédia me ensinou, há uma em especial:
A alma nem sempre ama assim, mas quando assim ama, nem a morte curará dessa doença. O que lhe resta é descansar no amor de Deus, e não nos homens, e, aqui falo de homens e mulheres, pois em nenhuma outra substituição haveria paz ou conforto.
Eu disse muitas coisas mais a essa mulher tão diferente de suas amigas e amigos. Mas entre tantas lhe falei também que era melhor que ela se desobrigasse dessa normalidade de amar sem amor, do que se estuprar todos os dias a fim de agradar a seus "amigos normais".
Gente como essa mulher não cai de árvores!
São frutos raros e são proibidos!
Quem comê-los, sofrerá a morte!
E quem em sendo como ela e em sendo assim deixar-se levar pelos apelos da normalidade, sofrerá. Ninguém pode servir a dois amores!
No caso de homens amarem assim, pode-se ter certeza: é porque foram irremediavelmente atingidos pelo amor, do con­trário, não suportariam entregar-se tanto. Homens são fracos nesse tipo de amor.
Ora, esse tipo de paixão que perpassa os anos e que não envelhece, é rara. Mas quando acontece, nem a distância con­segue encontrar rugas nele. É mais forte que a morte. Nenhum homem pode "separar" tais seres. Muito menos a distância ou a calamidade. Mesmo que nunca mais se vejam, jamais deixarão de se encontrar nos aposentos do coração todas as horas do dia e da noite. Visitar-se-ão em sonhos e terão pesadelos acordados e também de olhos abertos.
Quando é assim, o melhor a fazer é buscar paz e satisfa­ção no privilégio de ter conhecido o amor. O próximo passo é mergulhar de cabeça no consolo da presença de Deus. A tentativa de substituí-lo por conta própria é pior que um câncer para a alma.


*(extraido do livro "o divorcio começa no namoro)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Amor Revelado No livro de Cantares

No livro de Cantares Deus revela como deve ser o amor entre um homem e uma mulher. Lá você encontra desejo, beleza, surpresa, confiança, admiração e a certeza de que entre os milhares não há nin­guém como a pessoa amada.
E preciso sentir, querer, gostar, conhecer e ser conhecido, tem que querer dizer: "Tu és minha irmã, minha amada, minha querida, minha pomba, meu jardim recluso, minha fonte particular, meu Éden de amor". É a pessoa que tem que dizer: "Essa é afinal carne da minha carne...".
A grande virtude do encontro homem-mulher é que o encontro não se explica; é puro mistério; e muitas vezes, quem ama não sabe nem explicar porque ama tanto.
Deus não se mete em questões de amor. Ele nos ajuda a entrar, a sair, a ficar, a viver o amor. Mas não nos faz amar e desejar a quem o nosso coração não quer e não deseja;
E muito menos faz isso no coração do outro, se o outro não quiser Em questões de amor temos que assumir toda responsabilidade.


*(retirado do livro "o divorcio começa no namoro")

quarta-feira, 3 de junho de 2009

nao vou dizer...

não vou dizer que preciso de você, porque infelizmente, não posso precisar. não vou dizer que gosto de você, porque você não merece meu amor. não vou dizer que não sofri, porque ao contrario de você, não tenho medo de ser feliz. não vou dizer que o mundo é cruel, porque eu tenho certeza que para você ele será pior. não vou dizer que achei normal, porque para mim sinceridade é fundamental. não vou dizer que não chorei, embora você não mereça. não vou dizer que sinto saudade, sentir saudade do que nunca foi meu, de fato, seria patético. não vou dizer que te odeio, mas com você minha consideração não existe mαis. não vou dizer que não estou triste, mas a decepção é ainda maior. não vou dizer que é fácil escrever isso, mas te esquecer é mais difícil. não vou dizer mais nada, quem não merece minha consideração, nunca merecerá meus sentimentos e tampouco minhas palavras ♥.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Receita para esquecer



Você quer esquecer o seu amor? Viaje, vá para bem longe. Escolha lugares bonitos, no mar ou na montanha. Escolha ambientes alegres, cheios de atividade, que é para esquecer mesmo, para não ter chance nem de pensar.
Mas prepare-se! Mesmo assim o mar azul vai lhe falar do seu amor. A montanha majestosa vai lhe falar do seu amor. Os rostos coloridos dos transeuntes vão lhe falar do seu amor...VOCÊ O VERÁ, ONDE QUER QUE VOCÊ FOR!Então talvez você deva ir para algum mosteiro no Tibet, ou ingressar na Ordem das Carmelitas, com voto de silêncio, onde tudo será oração, devoção e quietude.
Você estará procurando por Deus e por si mesma, na esperança de encontrar consolação. Mas não se engane, não! Mesmo assim, a quietude do templo vai lhe falar do seu amor. Buscando a si mesma, você vai encontrar o seu amor e, até mesmo a face de Deus lhe falará do seu amor.
VOCÊ O SENTIRÁ, ONDE QUER QUE VOCÊ FOR!
Então arranje um novo amor. Enfeite-se, capriche, conquiste, canalise para ele todo o seu zelo e dedicação. Mas não se iluda, não!
Porque cada gesto e palavra do novo amor vão lhe falar do antigo amor, mesmo que o de agora seja o máximo, melhor ainda que o anterior, livre, apaixonado, descomplicado, seu coração não aceita trocas.
VOCÊ O BUSCARÁ, ONDE QUER QUE VOCÊ FOR!
Então pare, respire fundo e encare de frente. Não fuja mais! Avance pela sua vida que parece agora sem sentido e desbotada. Avance, ainda que não sinta o gosto de nada, insista, mesmo que vazia e desalentada. O tempo irá passar devagarzinho, e, ao passar, a curará cada dia um pouquinho, mas entenda que agora, nesta exata hora,
VOCÊ PRECISA DEIXAR FLUIR TODA A SUA DOR !

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A saga de esquecer:::: 1/4º

CAPITULO 1

4º DIA

HOJE FOI SEM DUVIDAS UM DOS PIORES DIAS.

QUASE DESISTI DO MEU OBJETIVO.

DA MINHA DESCOBERTA PARA A CURA DO AMOR.

ENTAO...

HOJE DESCOBRI QUE É IMPOSSIVEL ESQUECER ALGUEM.

(GRANDE DESCOBERTA A MINHA NÉ?), POREM, É POSSIVEL SUPERAR.

LEMBRAR SEM QUE PARA ISSO POSSAMOS DERRAMAR RIOS DE LAGRIMAS...

E COMO FAZER ISSO?

É EXATAMENTE O QUE VOU TENTAR DESCOBRIR DAQUI PRA FRENTE.

É, POR MAIS QUE A PESSOA SEJA DOTADA DE DEFEITOS, POR MAIS QUE TENHA FEITO VOCE SOFRER IGUAL UM CÃO SARNENTO... NÃO DA PARA ESQUECER. ACHAMOS SEMPRE QUE DEVERIAMOS TER FEITO ALGUMA COISA, SURTAMOS COM O FATO DE TERMOS ERRADO AQUI E ALI, MUITAS VEZES TENTAMOS NOS CULPAR DE ALGO QUE NEM DEPENDIA DE NÓS...

SEM DUVIDAS NÃO HÁ COMO DESCOBRIR PORQUE ELE DEIXOU DE ME AMAR. MAIS DARÁ PARA DESCOBRIR COMO CONQUISTAR O CORAÇÃO DE ALGUEM QUE ME FAÇA MAIS FELIZ QUE ELE...

NÃO DA PARA SABER POR QUE ELE TRAIU, MAIS DA PARA SE ABRIR A UMA NOVA EXPERIENCIA, QUE SEM DUVIDAS SERA MAIS PROVEITOSA DO QUE ESTA.

SEM QUE PARA ISSO EU PRECISE ACREDITAR EM CONTOS DE FADA, OU AMOR ETERNO... JAMAIS ACREDITAREI NISSO NOVAMENTE...

JAMAIS CAIREI NOVAMENTE NAS GARRAS DA ILUSÃO...

AMOR MESMO VERDADEIRO, SO O DE DEUS POR NOS...

O RESTO É MERA DESCULPA PARA A PROCRIAÇÃO...

HOJE EU ENCERRO POR AQUI MESMO, POIS ESTOU CANSADA E EXTREMAMENTE DEPRIMIDA...

KATIA CYLENE